Segura-me pelas mãos e beija-me a testa
Sinto-me menina, segura e inconformada
Arranho-me a pele pela saudade que se aproxima
Vejo-o partir vagarosamente
Dentre alguns passos olhando pra trás
Eu no portão, parada
Perdida.
A minha dor é sentir a melhor parte de mim distanciando-se
doborando a esquina,
deixando-me só
nas noites vazias

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